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RESULTADO DO CONCURSO CRMV-MG 2010

Consulte a lista de aprovados no Concurso CRMV-MG 2010, concurso prorrogado até junho de 2014.

Linfadenite Caseosa

03/05/2017

Pesquisa desenvolvida a UFMG revela potencial terapêutico de planta piper betle no combate da linfadenite caseosa

Composto sintetizado com folhas da planta piper betle, uma pimenteira típica da Índia, inibe a ação da Corynebacterium pseudotuberculosis, bactéria causadora da linfadenite caseosa, doença veterinária popularmente conhecida como mal do caroço, que provoca o sacrifício de ovinos e caprinos e compromete a atividade econômica relacionada aos dois rebanhos.

A descoberta, resultado de tese do pesquisador indiano Sandeep Tiwari, defendida no fim de março no Programa de Pós-graduação em Bioinformática da UFMG, pode contribuir para o desenvolvimento de um tratamento para essa zoonose – ainda incurável –, em que é utilizado um composto à base de plantas naturais.

Tiwari analisou seis compostos disponíveis na literatura científica, vistos como potenciais candidatos a drogas e que podem ser testados para diversas finalidades. Por meio de simulações computacionais e ensaios realizados em laboratório, os produtos selecionados foram avaliados em sua capacidade de se ligar a alguma proteína presente na bactéria Corynebacterium pseudotuberculosis, causadora da infecção. A análise constatou que a proteína PhoP apresentou forte interação.

Orientado pelo professor Vasco Azevedo, do Departamento de Biologia Geral do ICB, o pesquisador recorreu às folhas da planta indiana piper betle e observou que nela há princípios ativos que inibem o crescimento da bactéria, evitando, assim, o aparecimento da doença. "A bactéria foi atenuada, o que indica a possibilidade de se modelar uma vacina ou medicamentos que possam ser usados no tratamento", afirma Sandeep.

 A doença

Com ocorrência em todo o mundo, a linfadenite caseosa provoca graves prejuízos aos criadores de ovinos e caprinos, como desvalorização do preço do couro, queda na produção de leite e redução da fertilidade. No Brasil, a incidência da doença é maior no Norte de Minas Gerais e na região Nordeste. Segundo o IBGE, a ovinocaprinocultura cresce 4% ao ano no Brasil, e 26 milhões de cabeças estão concentradas nas regiões Norte e Nordeste. Estima-se que ao menos 30% desses animais desenvolvam o "mal do caroço", infecção que gera abscessos (acúmulo de pus) e resulta na queda de 40% do valor da pele, em razão das cicatrizes.

A linfadenite caseosa é transmitida por água e alimentos contaminados e no contato com feridas. Atualmente, o diagnóstico clínico – em que se constata a presença de grandes caroços, sobretudo na cabeça, na mandíbula e no pescoço – só ocorre quando os animais já estão com a saúde comprometida, perdendo peso e rendimento na produção de leite. O animal tem de ser sacrificado, e dele não se aproveita nem o couro.

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