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Concurso Público nº 01/2015

Concurso Público do CRMV-MG

RESULTADO DO CONCURSO CRMV-MG 2010

Consulte a lista de aprovados no Concurso CRMV-MG 2010, concurso prorrogado até junho de 2014.

FEBRE AMARELA

25/01/2018

Especialistas alertam que eliminação de macacos não resulta em queda nos registros da doença

 

O crescente número de casos de Febre Amarela registrados em Minas Gerais tem alarmado a população e provocado um equívoco em relação aos macacos: algumas pessoas estão considerando esses animais uma ameaça. Entretanto especialistas alertam que os primatas são vítimas da doença, assim como os humanos. A eliminação de macacos não resulta na diminuição dos registros de Febre Amarela, pelo contrário, interrompe sua valiosa contribuição para a saúde pública.

 

No ciclo silvestre da Febre Amarela, os macacos são os principais hospedeiros do vírus e podem representar um alerta às autoridades quanto à incidência da doença em determinada região. Este papel de sentinela passou a ser reconhecido oficialmente pelo Ministério da Saúde em 1999.  “Matar os macacos elimina seu papel de ‘sentinela’, impedindo a adoção das medidas adequadas para controlar ou prevenir casos de Febre Amarela em humanos. Além disso, agredir ou matar qualquer animal silvestre é um crime ambiental, passível de multa e detenção”, explica o dr. Daniel Vilela, médico veterinário do IBAMA.

 

 “Em regiões endêmicas ou em locais próximos aos casos confirmados de Febre Amarela, a morte de macacos serve como alerta para a ocorrência da doença. Mas é necessário confirmar a causa, pois os macacos podem morrer por diversos motivos”, completa o médico veterinário.

 

Sobre a doença

A Febre Amarela é uma doença infecciosa aguda, não contagiosa, febril, de natureza viral. Em humanos, o vírus causa infecção aguda com febre, icterícia, albuminúria, hemorragia, insuficiência hepática e renal, que pode levar à morte em cerca de uma semana.

 

Assim como os humanos, os macacos atuam tão somente como hospedeiros da virose, visto que, ao se infectarem, morrem ou curam-se. Os macacos não transmitem essa doença, assim como ela não é transmitida diretamente de um humano a outro.

 

Ciclo silvestre: reconhecido na década de 1930. Neste ciclo silvestre, várias espécies de mosquitos são responsáveis pela transmissão, sendo o Haemagogus janthinomys o que mais se destaca na perpetuação do vírus da Febre Amarela no Brasil. Este mosquito possui hábitos estritamente silvestres e pica o indivíduo que se expõe na floresta, ou seja, que penetra em seu nicho ecológico.

 

Ciclo urbano: erradicado do Brasil na década de 1940, é simples, do tipo homem-mosquito, onde o mosquito Aedes aegypti é o vetor responsável pela disseminação da doença.

 

Medidas de prevenção

As principais medidas de prevenção, recomendadas pelo Ministério da Saúde, incluem a vacinação (que assegura imunização efetiva por um período de 10 anos) e o controle da proliferação dos mosquitos vetores.

O controle da Febre Amarela em área urbana também passa pelo trabalho de preservação dos habitats naturais dos hospedeiros silvestres. Desflorestar ou matar os macacos não impede a circulação do vírus.

 

Assessoria de Comunicação do CRMV-MG,

com a colaboração do médico veterinário dr. Daniel Vilela e informações do ICMBIO

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